Existo porque fui Amado

Nesta altura do ano fala-se de amor, o “dia dos namorados” pode ser entendido de uma forma mais abrangente… podemos entendê-lo como o “dia em que se festeja o amor”, não necessariamente entre namorados, mas o Amor, na sua plenitude.

Partilhamos, então, o magnífico e incontornável texto de António Coimbra de Matos “Existo porque fui amado”.


Será que o ser humano só está completo com o Outro?

Estaremos então “condenados” à incessante busca da nossa metade?

O outro pode ser o companheiro, o namorado, mas também o amigo ou até o filho… embora a maioria de nós anseie por uma partilha a dois.Love-heart-abstract-painting

Talvez a existência humana, originária de uma díade, perpetue este mesmo modelo… Assim, existir, será sinónimo de sentir, de amar e ser amado, não apenas numa relação de casal, mas também noutras formas de amor. Algumas pessoas têm medo de amar, da entrega, da “pertença” a alguém, talvez receiem o sofrimento, a perda… já que, quando enveredamos pela temível aventura de amar e ser amado, temos que estar igualmente disponíveis para conviver com a nossa vulnerabilidade…
A par do Sentir, está a linguagem dos afectos – atitudes que pautam o nosso comportamento, que implicam a explicitação da nossa vivência interior, subjectiva e única.

Je t’aime, je t´adore. Te quiero tanto

Palavras presentes nas canções, nos poemas, mas muitas vezes, ausentes da nossa realidade. Porque não queremos, porque achamos que os outros, de forma quase mágica, vão deduzir o que nos vai na alma, pois se tudo fazemos para o ocultar…

 

António Coimbra de Matos
in “Existo porque fui Amado”
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Publicado em Amor, Partilhas, Psicologia